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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

MARCA REGISTRADA



É preciso sentir esse momento
E a poesia que ele traz, e a calma
Que traz em si um doce esquecimento
Que satisfaz a merencória alma!

É preciso despir-se do lamento
Que gera desconforto, dor e trauma;
E buscar o elixir, o lenimento
Da excelsa Poesia - louro e palma!

É necessário que se vá bebendo
Dessa áspera fonte de ternura
Que nos convida a estar vivendo

A paz que esse instante propicia.
É preciso inundar-se da candura
Que é a marca registrada deste dia!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O MUNDO DA CRIANÇA


O Mundo da Criança em tempos idos
Do ensino era um rústico espaço
Onde o aluno, aprendia, com embaraço,
Dos jambeiros, à sombra vã, floridos!

Passou o tempo... Sonhos adormecidos
Despertaram, um dia, sob o compasso
Da reforma que tornou um belo paço
O que antes nos deixava entristecidos...

É mais que um sonho O Mundo da Criança:
- É o futuro que se descortina
Trazendo aos corações a esperança

De um bom aprendizado, ousado e novo!...
E a pré-escola é pioneira, pois ensina
Que o porvir será melhor pra este povo!

sábado, 4 de agosto de 2012

SONETO DE NINGUÉM E TODO MUNDO



Uma parte de mim é todo mundo
- Ferreiragullarmente matutando -
Indo vazio após vazio acumulando
Cisterna, cacimba, poço sem fundo!

Sendo outro que não eu sou mais profundo
Diverso de quem me está admirando
No espelho - escaravelho penetrando
A carne púbere do verso imundo!

Um  amigo que ousasse traduzir-me:
O que sou e minhas múltiplas facetas
Muito além da humana e cinza tarde...

... E eu estaria livre para repartir-me
Em mil sonhos, mil cores, borboletas
A voar pela vida em grande alarde!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SONETO DA INDESTRUTÍVEL SAUDADE



Simplesmente demoliram a Sede Grande
E soterraram os meus sonhos de criança
Que meus olhos marejam, tristes, à lembrança
Do que um dia fora dos meus planos estande!

Embora a alma angustiada aos ventos brande
Já não resta nem mais um pouco de esperança:
Só há escombros onde outrora havia dança,
Amargas lágrimas, onde fluía doce cande!

Veio o progresso... e 'tombou' teu patrimônio
Deixando-te, ó São Miguel, desabrigado,
Ao pé das luzes - ao relento - de neônio!

Mas as marretas não destróem o que guardado
Está no peito melgacense - aquilônio -
A Sede Grande e seu esplêndido passado!

by Léo Frederico de Las Vegas

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ALMA ESFACELADA



A minha alma quebrou-se em mil cacos:
Vidros, vidrilhos - pobres diamantes!...
Sinto a vida, às vezes, um pé-no-saco
E uma aventura assaz dilacerante.

(Inda que eu seja um servo vil de Baco
E de Calígula um dos mil amantes
Há de haver sempre um vazio - buraco
A corroer-me sem dó a todo instante!)

A minha alma quebrou-se: isto é fato!
Mil pedaços de um ser estupefacto
Ante a angústia sem par do existir!

Peço vênia à vida, peço penico:
Cada vez que me quebro, multiplico
E cicatrizo uma dor que não senti!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

SONETO DE LIBIDO E SONHO


Preciso me despir dessa quimera
Desse olhar o luar qual moribundo
Lobo solitário a vagar no mundo
Prestes a cair na garra da pantera

Que espreita, soturna e dócil, à espera,
Sua vítima com desejo vil, profundo,
De abatê-la no charco azul, fecundo,
De fantasia de outono e primavera!

Preciso, pois, despetalar minh'alma
E oferecer às rosas o perfume
Inebriante que possa exalar!

Preciso me entregar (ternura e calma)
À pantera que me beija sem ciúme
Cuja fome em meus lábios vem matar!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

CASARÃO ABANDONADO



A Docival de Souza Gomes

Que guardava o Casarão Abandonado
Que nos legaste (ainda que incompleto?)
Que mistérios no seu interior?!... Repleto
Talvez apenas do olhar assustado

Do homenzinho de cinco anos!?... (Completo
Retrato do que já fui no passado!)
Mas deixaste teu conto inacabado
E o meninozinho a sumir discreto

No sombrio corredor onde parlendas
Povoassem cada cômodo de lendas
Vividas por longinquos ancentrais!

E o que mais aconteceu não é sabido
Porque te foste tão desenibido
O cachimbo eternal fumar da paz!!

by Jaime Adilton Marques de Araújo

quinta-feira, 19 de julho de 2012

LUA NOVA: UM DOCE AFAGO PARA O CORAÇÃO

 
Caminhando pelo céu diurnamente
A lua nova bem próxima do sol
Vem mostrar seu sorriso resplendente
Na magia desse lânguido arrebol...

Seu fino halo prateado está no rol
Das mais raras belezas - simplesmente! -
E, se lhe junta a voz de um rouxinol
A poesia se faz iridescente

De terna paz enchendo a natureza.
Então, o poeta embebido de ternura
- Nos olhos uma névoa de beleza -

Sai cantarolando uma canção
Que lhe transborda a alma de doçura
Num doce afago para o coração!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

EMBEVECIMENTO










Foi numa esplendorosa viagem
Que eu te conheci, minha querida!
Foste a razão maior da minha vida
E a minha alucinante miragem.

Beijava-me, lentamente, a aragem,
Quando perante mim, você, despida
E envolta na imaginária plumagem
Do meu grande amor, alma garrida,

A mim se entregava totalmente!...
E fizemos amor tão de repente
Sentindo o prazer delicioso

Das carícias, dos abraços, dos beijos
Que matando todos os meus desejos
Me fizeram sonhar um pleno gozo!...

by Léo Frederico de Las Vegas

quarta-feira, 11 de julho de 2012

SONETO DA FANTÁSTICA DESCOBERTA





Ah, poeta!... Morres em ficar calado
Embora teimes em manter-te vivo
A sentir o fel no gogó entalado
Da agonia de teu verso compulsivo!

Ah, poeta!... É tortuoso o teu traçado!
E teu olhar surreal, contemplativo,
Não esconde o segredo mascarado
De fazer-te da infâmia um adesivo!

Manchas com a cal de tuas vastas lágrimas
O branco do papel que é teu sonho
A fabricar teu mísero milagre! Mas

Isso não é tudo. Erras travestido
Pelos palcos teu teatro vil, medonho...
E descobres que é bom não ter morrido!

by Pedro Paulo Barreto de Lima

segunda-feira, 9 de julho de 2012

LABIRINTO & LABORATÓRIO



ao Zack
Dormes sozinho nas noites sem lua
E dedicas teu "Monólogo" à vida
"Por Trás das Portas", vês sendo rompida
A inocência esvair-se pela rua!

(Chegando à "Última Estação" florida,
O "Poema Amargo" um gosto azul tressua;
E "O Navegante" leva na charrua
A moça de olhos secos falecida!

Não há sonhos do "Caos" no exórdio
E a flor de "Agosto" - flor-de-castidade -
Brota exangue sua doce perspicácia!)

No "Rio das Dores" descobres teu encórdio,
Te deixas ocultar na "Identidade"
Mas te revelas no "Livro de Acácia"!

Yara Cínthya Marcondes da Silveira

sábado, 7 de julho de 2012

AO POVO A DECISÃO!



Darão ibope ao Boto Tucuxi
Os Sombras que pelas sombras estão!?...
Por que há tanta baixaria aqui e ali
Nesse período singular de eleição?

Quem vota é o povo! É o cidadão
De bem que escolhe o seu líder! Daí
Que o voto é arma, poder de decisão...
...E não boatos que se espalham por aí!

Quem hoje é um poço de honestidade
Há de amanhã se lambuzar na lama
Das falcatruas e conchavos mórbidos...

Deixem ao povo, pois, a liberdade
De votar em quem quiser sem drama...
Então nos poupem dos detalhes sórdidos!

by Jayme Lorenzini Garcia

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ALÉM DO VÉU DA VIDA




Não cabe no soneto essa amargura
Não cabe no rondel essa tristeza
Talvez coubesse um pouco de ternura
Talvez coubesse um ramo de beleza!

Não cabe na balada a pedra dura
Não cabe no gazal essa aspereza
Talvez coubesse um pouco de brandura
Talvez coubesse um galho de fraqueza!

Olhar o horizonte e inundar-se
Dos mistérios ocultos no abismo
Da alma conturbada a charfurdar-se!

Esquecer esse inverso narcisismo
Liberdade do poema na catarse
Eis o que sonho... e quero... e cismo!...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

É PRECISO QUE SE VIVA PRA LUTAR



Olhar pela fresta é covardia
É fugir, pois, do 'front' de batalha
É vestir manto gélido, mortalha
De quem perdeu da vida a alegria.

Não fazer o que antes se fazia
Por puro comodismo - voz de gralha -
É entregar o pescoço à navalha
É sepultar da beleza a poesia!

Preciso é conservar os longos gestos
Que se erguem em forma de protestos
Não morrer sem antes reverberar

A falta de amor... carinho terno...
E inda que não haja céu ou mesmo inferno
É preciso estar vivo pra lutar!

by Jayme Lorenzini García

sábado, 16 de junho de 2012

RIOS À ESMO



Mais uma sílaba do mesmo verso
Mais um gemido do mesmo orgasmo
Mais um pecado do mesmo inconfesso
Mais um delírio, mais um louco espasmo!

Mais uma prece do mesmo converso
Mais um sorriso do mesmo sarcasmo
Mais um fracasso do mesmo insucesso
Mais um boêmio, mais um pleonasmo!

E a vida então se molda pelo esteta
Que se molda à sua obra que se molda
À vida itinerante de um profeta.

Eu sou barco ao léu nos rios à esmo
Árvore verde esperando a poda
Eu sou quem era sem ser mais do mesmo!

by Manoel da Silva Botelho

sábado, 9 de junho de 2012

ZERO À ESQUERDA




Daqui a pouco a vida já se foi
E que proveito tive ou que parte
Me coube nesse brejo?... Sapo-boi,
O meu coaxo foi pilhéria ou foi arte?

Fui Papillon?... Bonifácio?... Bonaparte?!...
Zé Ninguém - alguém dirá - é o que ele foi.
E aos meus botões a retrucar destarte
Direi: fui tão-só um rastro da m'boi

Que enlaçou minha alma num cortiço...
A vida se esvaiu entre meus dedos
E não fui mais que uma grande farsa.

Onde estão meus sonhos e meus medos?...
Minha prosa?... Minha poesia esparsa?...
Não se aproveita de mim nem mesmo isso?!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SONETO DE ABANDONO



Há que acostumar-se com a ausência
Com o silêncio dos passos na escada...
Há que colher-se à doce rosa amada
Da beleza transitória a essência!

E lembrar no sorriso a elegância
Do clarão fulgente de um luar de prata
E ouvir da noite a voz em serenata
Salpicar no colo triste a fragrância!

O destino é esse: i-ne-vi-ta-vel-men-te
Mais dias, menos dias, há de o Mistério
Surgir assim na estrada abruptamente...

Seguir-se-á então o féretro funéreo
E as roseiras hão de invejar inutilmente
As margaridas a florir no cemitério!

by Manoel da Silva Botelho

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FELICIDADE E QUIETUDE



Vou construir imensas mocoócas
Para estancar da alma o sentimento
De caboclo das matas que a contento
Ama o verde cinza das tabocas.

Vou proteger meu amor das muriçocas
E tirá-lo dos regos do tormento
Pra que ele possa fluir no barlavento
E explodir em belas pororocas!

Hei de viver meu idílio ribeirinho
Na tapera escondida lá na mata,
Longe do olhar invejoso, escarninho

Dos que querem roubar minha mulata.
Quero ficar em paz com a natura
E bem feliz gozar dessa ventura!

by Léo Frederico de Las Vegas

quinta-feira, 17 de maio de 2012

SONETO DE SONHO E NUVEM



Eu quero a claridez do teu olhar
Pra que meu dia não seja nebuloso
Eu quero a fluidez do teu falar
Pra que meu verbo seja mais garboso!

Eu quero teu destino venturoso
Entrelaçado ao meu! E o palpitar
Do leve coração feliz, ditoso,
Pra que eu não veja o tempo passar

E deixe-me a sós sonhar contigo
O brilho fosco da luz da alvorada.
Quero que sejas meu seguro abrigo,

O oásis de minh'alma conturbada.
Se estivesses, pois, aqui comigo,
Tudo isso eu teria, ó Bem-Amada!

by Pedro Paulo de Lima Barreto

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SER MÃE*


* uma releitura do soneto "Ser Mãe" de Coelho Neto

Ser mãe é ter um coração que vibra
Pelo inocente que lhe suga o seio;
Vencendo obstáculos sem receio
Ser mãe é ser uma mulher de fibra!

É ser um anjo bom que se equilibra
Na corda bamba da vida no anseio
De o desejo realizar alheio
Do ser que em sua terna mão se libra!

É ter nos olhos tristes novo brilho;
Ser mãe é negar-se: ter tudo ou nada
Tanto faz! O que importa é o bem do filho!

É ter sempre nos lábios um sorriso
É sentir-se a mais bem-aventurada:
Ser mãe é ser no mundo o Paraíso!

by Jayme Lorenzini García

Campeão de Acessos

DESILUSÃO...

De tanto te amar De tanto sonhar Que seria feliz Foi que eu me acabei Meu sonho quebrei E hoje sou infeliz… Por te amar tinha me...