Há que acostumar-se com a ausência
Com o silêncio dos passos na escada...
Há que colher-se à doce rosa amada
Da beleza transitória a essência!
E lembrar no sorriso a elegância
Do clarão fulgente de um luar de prata
E ouvir da noite a voz em serenata
Salpicar no colo triste a fragrância!
O destino é esse: i-ne-vi-ta-vel-men-te
Mais dias, menos dias, há de o Mistério
Surgir assim na estrada abruptamente...
Seguir-se-á então o féretro funéreo
E as roseiras hão de invejar inutilmente
As margaridas a florir no cemitério!
by Manoel da Silva Botelho
Nenhum comentário:
Postar um comentário