Depois de muitas luas estou de volta
Para os teus braços molhados de sereno...
O mundo era áspero, vazio, pequeno
Para o amor que batera à minha porta
E eu fui seguindo em minha visão torta
À sombra de um gótico olhar romeno,
Aquela que minha vida encheu de pleno
Gozo, mas me deixou... revolta!...
Percebi, então, a ilusão que eu vivera
E senti a tua falta, a tua ausência,
E a descoberta mais fantástica eu fiz:
Que sem você já não existe primavera,
Que sem você sou um poço de carência...
Voltei depois de muitas luas... pra ser feliz!
by Jayme Lorenzini García