quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O ADEUS À LADY DI



Não é apenas
A tristeza
Estampada no semblante do mundo
É, antes,
A Aurora que se recolheu
Sob seu rubro manto de dor
Não suportando
A luminosidade de tua partida.
A noite caiu, abrupta,
Trazendo em seu colo
Uma lua bissexta e triste
Porque está órfã
De tua rivalidade.
Tão jovem e tão cheia de vida,
E, no entanto,
Jazes inerte e sem vida
Engasgada no turbilhão
De comoção que deixaste
Neste pequenino
Planeta azul!

Não!
Não é apenas
A tristeza estampada
No rosto
Do mundo
É antes tua falta,
Tua ausência,
Tua saudade,
Que teremos de suportar
Por toda a eternidade!
É teu intenso carisma
Que de nossa lembrança
Não sai
Como um carinhoso
E sofrido
E apertado adeus,
Lady Di!

by Léo Frederico de Las Vegas

                                Por ocasião da morte da Princesa de Gales

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MELANCOLIA & SAUDADE



A melancolia invade a minh'alma
Nesta fatídica noite sem luar
E eu não consigo manter a calma
Pensando em minha Sereia do Mar...

Meu coração deveras abatido
Lembra-se, ainda, do último adeus...
Desde aquele dia, eu, entristecido
Não me deleito com os versos meus...

Desde então minha triste realidade
Adormecida jaz neste poema
Cujos versos estão cheios de saudade...

E em nostalgia vivo o meu dilema:
Um amor que é meu tudo em verdade,
Mas que é paixão proibida, é problema!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima

domingo, 28 de agosto de 2011

AMOR, ETERNO AMOR!



Ah! Como é tão bom amar
E poder se apaixonar
Pela Moça que sempre
Estará nos lindos sonhos

Risonhos que enfim puder sonhar
Amando num escarcéu
Quem conseguiu te cativar
E prender por fim...

Só um coração
Amante e amado
Que rompe a distância
Presente e passado e futuro
Permanece o mesmo
Não obstante os anos
Pois será sempre eterno
Maior que os oceanos...

Bem-aventurado
Quem tiver tamanho
Amor em seu peito
Sempre há de ser amado...

Sou dono desse amor
Que explode qual vulcão
Dentro do coração
Ardendo a me queimar
Sou dono desse amor...

E assim sempre amarei,
Pois é sublime lei
Incondicionalmente
A dona dos meus sonhos
Sou dono desse amor
Que em versos componho...

Sou dono desse amor
Que explode qual vulcão
Dentro do coração
Ardendo a me queimar
Sou dono desse amor...

E assim sempre amarei,
Pois é sublime lei,
Incondicionalmente
A dona dos meus sonhos
Sou dono desse amor
Que em versos componho
E vou seguir risonho
Pra sempre!...

by Pedro Paulo Barreto de Lima

sábado, 27 de agosto de 2011

ESTONTEANTE



É simplesmente estonteante
Pensar em teu clitóris:
Botão entreaberto
À gula voraz do beija-flor!
Néctar que se doa
À degustação insana do felídeo!
Água que mitiga minha sede
Conjungando no infinitivo
O verbo amar!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SONETO DE UMA TRISTE CONSTATAÇÃO



Por que me atiçaste o fogo extinto
Eu que não tinha mais prazer na vida
E tornaste-me a estrada colorida
E me fizeste amar-te por instinto?

Por que na taça esse vinho tinto
Inebriando a paixão desinibida
E a auréola de desejos, descabida,
A enfeitar-te o gozo que pressinto

Nesse instante de ternura e abandono?
Por que me foste despertar do sono
Eu,  que jazia, Princesa Envenenada,

Numa redoma de vidro, intocável?
Por que agora me apareces tão amável
Se sabes que já não sou a tua Amada?!

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MAKTUB





Meu amor,

Teus ondulados cabelos negros,
Teus brilhantes olhos castanhos,
Teu olhar encantador...
Teu lindo sorriso meigo,
Tua boca escarlate,
Teus lábios sensuais!...
O perfume do teu pescoço,
O cheiro gostoso das tuas axilas,
Teu ombro amigo.
Tuas mãos delicadas
Teus seios - dois astros a brilhar na imensidão do Azul
Teu ventre - doce mar no qual desejo naufragar
Tuas ancas - frêmitos do eterno amor
Teu umbigo - porta do prazer
E a negra Andorinha que entre tuas pernas banha-se no oceano do amor
Sim,
Tudo isso que indiscutivelmente me encanta
Sei que um dia (no momento certo e na hora exata)
Será meu
E nos braços um do outro
Dormiremos felizes
Em nome do Amor!

Yes! I love you beautiful girl!

by Léo Frederico de Las Vegas

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POEMINHA CHEIO DE AMOR



Todos os abraços,
Todos os beijos,
Todas as carícias,
Todos os gestos,
Todas as mensagens,
São uma forma de dizer
Que eu te amo
E sou louco
Por você!

by Léo Frederico de Las Vegas

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TELEGRAFANDO...



Em código Morse
Te escrevo a cor dos olhos
E os gestos loucos
De um amor sem fim!

by Jayme Lorenzini García

sábado, 20 de agosto de 2011

PASSWORD



Qual a senha para eu descobrir-te
E desnudar a tua alma de mulher?
Qual a palavra-passe?... O só ouvir-te,
O desfolhar-te e o mais que aprouver

Ao poeta que te faz envanecer
Ao revelar-te, bela, Nefertiti?...
Desfolhar não basta o bem-me-quer,
É preciso mais que isso, possuir-te?

É preciso penetrar tuas entranhas
E afagar de tua alma as estranhas
Sensações que te brotam à narceja?

Diz a senha pra que eu possa adivinhar-te,
E em meus versos o contorno de tua arte
Mostrar para que morram de inveja!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SONETO DE AMOR E DESENCANTO



Quando a tristeza dominar meus sonhos
E em teus olhos castanhos sucumbir
Numa volúpia imensa de sorrir
Que hei de fazer pra suportar medonhos

Pesadelos a me desiludir
Em momentos inertes e tristonhos
De longas preces a meus Sant'Antônios
Que insistem no favor de não me ouvir?

Que hei de fazer para conter a brasa
Desse fogo insano que me abrasa
Quando em mim dedilhas a canção

Que primeiro inundou o Paraíso?...
Que hei de fazer meu bem, o que é preciso
Para ganhar, de vez, teu coração?

by Yara Cínthya Marcondes da Silveira

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ESSA DOR EM MEU PEITO É SAUDADE



São os espinhos que provavelmente
Causam as dores agudas que as rosas
Sentem quando exibem-se formosas
Ao olhar do poeta displicente!

Vendo-as assim, vermelhas e chorosas,
O poeta lhes dedica humildemente
A canção de abandono que somente
Sai dos lábios que sofrem amorosas

Perdas, e desengano, e orfandade!
Sou o espinho, és a rosa ou o pássaro
Que foi ferido e agoniza a sofrer...

Será amor o que sinto?... Esse tártaro,
Essa dor em meu peito é saudade
É imensa vontade de te ver!

by Pedro Paulo Barreto de Lima

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

RETRATOS



As impurezas do branco
A pátina no banco
Esquecido da praça
O preto no branco
O homem sozinho no banco
De olho na mulher que passa

O branco suave da tarde
A ferir minhas retinas
O fogo que eu meu coração arde
A pensar na boca franzina
Da mulher que mexeu com meus brios
Deixando em meu corpo um gostoso calafrio.

De olho na mulher que passa
Sou o homem do banco da praça
Esquecido do mundo, anacoreta.
Curtindo as impurezas do branco
Sou o intervalo do preto no branco
A sorver da mulher as lúbricas tetas!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O ECLESIASTES E OS JOVENS



"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade..."
É o conselho, para os jovens, do sábio Pregador!
"Vaidade de vaidade!"... Porém, ouve: não é vaidade
Dedicares a tua vida a servir ao Salvador!

A juventude da vida é a aurora. Mas seu fulgor
Depressa passa. É meio-dia! Não, já é muito tarde!...
Essa é a Hora! Serve, pois, alegre, ao Redentor
Que te promete vida feliz na Eternidade!

Antes que te cheguem os dias de descontentamento,
Antes que na vida não tenhas mais prazer nenhum,
Lembra-te de Deus agora, pois este é o momento!

Faz o que diz teu coração, mas segue o mandamento
E não te esqueças deste conselho de modo algum:
Guarda a Palavra do Senhor, pois ela é teu alimento!

by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SONETO DO ABANDONO TOTAL



Foi muito caro o preço que eu paguei
Por esta grande e proibida paixão.
Sim, fui condenado à triste solidão
Por ti, a mulher que eu mais amei!

Foi por ti que eu me apaixonei,
Mas me ferindo sem dó ou compaixão
Machucaste o meu sofrido coração,
Mas, o porquê disso tudo eu não sei!

Se eu não satisfiz os teus desejos,
Se eu não fui o teu Príncipe Encantado
Ou se sabor não tinham os meus beijos

Esquece-me... Isso é coisa do passado...
Mas... Se tivesses visto meus lampejos
De amor jamais terias me deixado...

by Léo Frederico de Las Vegas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BELEZA RARA



Vou lapidar um verso
Que te traduza pelo avesso
E te diga que me és mui cara
Beleza rara!

Vou roubar ao arco-íris
Seu tom esverdeado
Pois inda espero ser amado
Por ti, querida Íris!

Venho lá das distâncias
E trago no meu peito
Um ramo de amor perfeito
Da minha perdida infância...

E a ti vou oferecê-lo
Como prova de amizade
Sei que lindo ficar há de
Nas traças do teu cabelo...

E assim lapidei esse verso
Rainha do meu universo
Mas ele diz tão pouco, ó cara,
Que és minha beleza rara!

by Léo Frederico de Las Vegas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ALMA MUTILADA



Mutilei minha alma de poeta
Para não magoar meu grande amor
Desde então uma sempre suave brisa
Reacende em meu peito o calor!

by Jayme Lorenzini García

domingo, 7 de agosto de 2011

TRANSFORMA A TUA DOR EM POESIA...



Transforma a tua dor em poesia,
Transforma o teu sofrer em rimas raras.
- A vida tem delícias ignaras...
- Um poeta nem sempre bebe da alegria.

Da vida a fonte tem águas amaras
E temos que sorvê-las dia-a-dia
Tendo na alma um quê de nostalgia
E no peito algo mais que motivara as

Sensações que fervem a conta-gotas
E deslizam pelo rosto impúbere
Das almas que transviam suas rotas...

Transforma em poesia teu sofrer
Que no final de tudo hás de ver
Que te alimenta da vida a doce úbere!

by Jayme Lorenzini García

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DESVENTURADO CORAÇÃO



O coração quer gritar
O que o lábio não pode dizer...
E a solidão esmagar
Minha frágil vontade de ver
Que a vida sem ti é mais dura
Que o poema não pôde acontecer
Que vou me anular... Desventura
De amar sem se corresponder.

É tão rigoroso o inverno
É sempre constante esse outono
Meu Deus, onde clima mais terno
E a solidão me toma num assomo
Onde está a paz de minh’alma,
Onde o meu contentamento?
Já não posso sorver doce calma.
Até quando esse sofrimento?!

by Pedro Paulo Barreto de Lima

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PARA VÓS QUE ME ACHAIS POETA LOUCO



Para vós que me achais poeta louco
E gostais de sorver os versos meus
Ofereço-vos o manjar dos céus,
O arco-íris, uma alga e um pouco

Da ternura roubada a Morpheus
Nas horas de insônia, de sufoco,
A que me entrego infeliz, tampouco,
Ruminando a esperança dos ateus!

Para vós que dizeis: Ele é covarde
E ladrão que o azul rouba da tarde
Para pô-lo no olhar da Bem-Amada,

A vós outros dou este poema informe
Que não explica essa vida tão disforme
Mas é luz no fim da escura madrugada!

by Pedro Paulo Barreto de Lima

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

EU SONHEI E ESPEREI POR TEU AMOR!



Eu sonhei e esperei por teu amor
Que nunca veio mitigar a minha sede
Dissipando de meu corpo o calor
Embalando a paixão em tua rede...

E ainda assim eu caí na tua rede
Nas tuas falsas juras de amor
Mesmo sem ter saciado a minha sede
Me derreti em teus braços de calor!

E me envolvestes com o teu calor
Que nem senti me devorar a sede.
Tal era a ânsia de viver esse amor

Que me deixei cair em tua rede
Até desiludir-me!... E, tendo sede
Eu sonhei e esperei por teu amor!

by Léo Frederico de Las Vegas

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O MAIS BELO E CHARMOSO NASCER-DO-SOL!



Na manhã silenciosa - é alvorada! -
O sol desliza sobre o tobogã
Do tempo e ilumina a alma louçã
Do melgacense que segue a jornada

Do dia-a-dia a vencer o duro afã
Da vida com a força renovada,
Pois bem defronte vê - transfigurada -
A bela Ilha da Maracanã!

E com ânimo radiante segue em frente
Sem temer as agruras do batente;
Desde a manhã até o arrebol

Enfrenta as lutas, o cansaço e o sono
Mas é feliz porque sabe que é dono
Do mais charmoso e belo nascer-do-sol!

by Jaime Adilton Marques de Araújo

Campeão de Acessos

DESILUSÃO...

De tanto te amar De tanto sonhar Que seria feliz Foi que eu me acabei Meu sonho quebrei E hoje sou infeliz… Por te amar tinha me...