Melgaço,
Já disseram
Que és “o refúgio dos pássaros”
O “ponto em seguida da beleza”
E que “tuas matas verdes encerram”
Maravilhas indescritíveis…
Imortalizaram-te
Nas mais belas páginas
De tua literatura embrionária!
Todavia,
Teus poetas sonhavam
Enredados
Num labirinto de utopias
Quando te pintaram
A Vênus imponente
Adornada de imortal beleza!
A verdade, porém,
É que saltas
Ante meus olhos míopes e nauseados
Como uma criança maltrapilha
A mendigar uma gota de carinho…
(Carinho de lua cheia!)
És uma pobre flor entreaberta
Ao forte sol de verão
Que queima e dilacera
As pétalas da esperança!
Estás enclausurada
Em tua própria concha,
Não vês?!
Desperta, desperta, Melgaço!…
Olha à tua volta
E vê os lírios que acordam líricos
Nesse suave amanhecer!
É chegado um novo tempo
Aonde os teus sonhos desvairados
Se cristalizarão
Na mais pura verdade!
Ver-te saltar deste emaranhado de ilusões
Para a concretização
De um amanhã feliz
É um êxtase de ternura
Para a minha alma de poeta!
Nesse palco de indecisões
Teus atores ensaiam a vida
Que palpita
Radiante em teu seio…
Melgaço,
Minhas congratulações
Aqui e agora quero dar-te
Pois é bom demais
Ver-te florindo,
Desabrochando
Para a Arte!
by Jaime Adilton Marques de Araújo
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