Da janela vendo a vida passar
Curti uma infância apagada.
Minha mãe parecia preocupada:
- Se for à rua esse menino vai brigar!
Não a culpo. Mas minh'alma entristada
Não conseguiu o trauma superar
Da cratera que se fez no meu sonhar
Entortando, de saída, minha estrada!
Mas prossigo minha vida sem lamento.
Da poesia o bálsamo e o lenimento
Me acompanham e eu forjo essa canção
Com o suor das noites vampirescas.
Minha história nada tem de pitoresca,
Mas meu canto afugenta a solidão!
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