quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PAZ INTERIOR


O audível
Silêncio desta hora
Inunda o meu mundo de doce poesia
O rude verso desorbitado
Do soneto que não compus
Me vem sorrir à boca
Neste momento
De nostálgica entrega
E incomunicável amor
E, lá em cima, a lua
Com sua luz argêntea e musical
É a testemunha ímpar
De que cá embaixo
Um trágico poeta
Caminha a lerdos passos
A cismar no mistério da vida...

E o gracioso alfange
Me convida a viver
A hora suprema do amor
E, quedo-me, extático

À contemplação do Infinito!

by Léo Frederico de Las Vegas

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