Bem-Amada,
Embriago-me de luar.
Volto bêbado para casa.
A poesia de teu corpo
Palpita forte em meu coração
Fazendo ferver em meu sangue
Os mistérios do verdadeiro amor!
Ah! Que vontade louca
De ver-te poeticamente enlouquecida
Ao ler este poema!
Vontade de percorrer
Todos os caminhos do teu corpo
E neles me perder
E nele me encontrar!
Vontade de beijar-te a boca,
Sugar-te a língua
E levar-te até a lua louca
Entre gemidos de prazer!
Que vontade de tirar tuas roupas -
Ainda que seja apenas com o olhar -
E acariciar-te, afagar-te, amar-te,
Na explosão evanescente do amor!
Vontade de - após despir-te -
Tocar suavemente os pomos
Dos teus seios; escalar as montanhas
Dos mamilos e sugá-los!
Vontade de beijar teus lábios,
Teu pescoço, teus lóbulos e tua sensualidade!
Vontade de acariciar-te os cabelos
E penetrar na noite infinda
Do prazer!
Vontade de quedar-me
Em muda contemplação
Ante a tua completa nudez!
E acarinhar em tua epiderme
O momento exato do prazer!
Vontade de lamber teu umbigo,
Afogar-me em tuas ancas,
Perder-me em teus quadris
Acariciar-te os volumosos seios
Palpitantes de desejo!
Vontade de penetrar a penugem
De tuas coxas através da carne
E com a minha mão
Percorrer os escuros caminhos
Dessa floresta encantada
E consumir-me nesse fogo!
Ah! Que desejo imenso
De possuir-te em plena rua
Neste incorpóreo luar
E gritar a todos
Que és a minha Bem-Amada!
Sim! Vontade de ouvir-te
Soltando um oh! de exclamação
Enlouquecida na mais ardente excitação!
Vontade de beijar-te a nuca,
Afagar-te o pescoço,
Morder-te os lóbulos
E ouvir teus gemidos de prazer!
Vontade de - através do ventre -
Embriagar-me de todo o teu perfume
E, chegando aos pequenos lábios,
Sugá-los e acariciá-los
Vendo-te contorcer-se de paixão!
Depois chamar-te carinhosamente
Com o meu jeito poético de ser
Para o mundo louco da excitação
E fazer carinhosamente a penetração
E copular.
Seguir contigo, então, braços dados,
Pelos caminhos da vida
Sob o mais romântico luar!
Vontade de - de espasmo a espasmo -
Ancorarmos no porto do mais autêntico orgasmo
Sob o triunfo do nosso amor!
Vontade de mordiscar tuas nádedas,
Apertar-te os seios opulantes
O ventre em chamas
Sentir tuas mãos enlouquecidas
No desejo de acariciarem freneticamente
O meu pênis rijo,
Enlouquecido de possuir-te!
Vontade de perceber-te indomada,
Incontrolável no universo da paixão.
Vontade de arrancar-te os mais
Longos suspiros,
Os mais loucos desejos
As mais fantasiosas aventuras!
Vontade de ouvir-te pedir
Que eternize esse momento
Numa canção de amor
Que murmure ao luar
Tudo quanto hei murmurado
Ao teu ouvido
E que - não raro -
Leva-te ao mundo lunar!
Vontade de ver-te inteiramente possuída
Contorcendo-se de gozo
A dizer: "Parece que surgiste do nada
Para colorir de paixão
As minhas (agora nossas) noites de amor!"
Sei que ao ler este poema-desejo-de-possuír-te-inteiramente
Hás de querer sentir-te despida -
Sentir-te-ás amada, Bem-Amada,
Talvez te molhes de tesão...
Estarei bem perto disfarçado
Nesse calafrio, nessa brisa
Que há de percorrer teu corpo.
É o milagre da Poesia,
É nosso amor explodindo
Em fogo de intensa paixão
Deixando dentro de nós
Essa gostoso sentimento
Chamado Saudade!
by Daniel Jônatas M. de Queirós Mauá Jr.