sábado, 31 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
SONETO DE AMOR & TÉDIO
É na ilusão da improdutividade
Que produzo as canções de amor e lua
Falando dessa dor que me invade
O peito que sangrando continua!
Chego a fingir que é pura verdade
Essa ausência que se não extenua
E me embriago de tristeza e saudade
Rimas esparsas jogando pela rua...
Oh, ócio que penetra minhas veias
Para só parasitar a minha alma,
Essa aranha temível e sem teias!
Quis um poema de amor, caluda!...
E eis aqui (calma meu estro, calma)
Só me saiu essa canção insossa e muda!
by Manoel da Silva Botelho
segunda-feira, 19 de março de 2012
BUSCO-TE, ETERNO E GRANDE AMOR!
Busco-te na gota de orvalho
Que embriaga a flor
Na borboleta que
Saindo da crisálida
Ensaia seu primeiro voo!
Busco-te nos suspiros
De Romeu e Julieta
Nos botões de uma rosa
Envaidecidos de serem
O pouso de uma borboleta!
Busco-te no perfume das rosas
Que encantam meu jardim
No cálido beijo do sol
Que feliz, faceiro,
Vem acordar a mim!
Busco-te, porque és
Meu céu, meu paraíso!
Tu és tudo em meu sonho
És o eterno e grande amor
Que eu preciso!
by Pedro Paulo Barreto de Lima
domingo, 18 de março de 2012
SONETO DE DOR E DE DESESPERO...
O meu sonho perdeu-se no banzeiro
Que causaste passando em minha vida
Qual Mãe D'água levando de vencida
Na triste igara o índio sem roteiro.
Não comportou meu sonhar tua partida
E por isso eu divago o dia inteiro
Na selva da paixão - grande guerreiro -
A buscar a tua graça imerecida.
Pois, na ânsia de novos horizontes,
Tu partiste e nem sequer olhaste
Para trás a ver quem, esfacelado,
Ficara a chorar no cais, nas pontes:
De dor - porque meu pranto provocaste;
De desespero - pois fui abandonado!
by Pedro Paulo Barreto de Lima
quinta-feira, 15 de março de 2012
INTERMINÁVEIS DIAS...
ao Zack Itamar Vasconcelos
Há dias que me sinto cansadoHá dias que me sinto tristonho
Há dias que de tão desolado
Nenhum triste verso componho.
Há dias que me roubam a noite
Há dias que sufocam minh'alma
Que se esquiva do fero açoite
Da Megera que me tira a calma...
Há dias que um grande vazio
Se instala na minha vida
E a corrói fio após fio!
Há dias que de tão combalida
Minh'alma no ócio do cio
Chafurda, na lama, perdida!
by Manoel da Silva Botelho
segunda-feira, 12 de março de 2012
ÚLTIMA SOMBRA
Quem és tu, sombra antiga e companheira
Que nem ao menos foste Namorada,
Mas do poeta a sempre Bem-Amada
Musa inspiradora, única e primeira?!
Por que vens na minha hora derradeira
Beijar-me a face triste e cansada,
Se - inclemente - o tempo pela calçada
Expôs ao vento a minha vida inteira?!
Por que vens atiçar-me o fogo extinto
E acender-me o braseiro por instinto
Se me falta o vigor da juventude?!
Oh, anjo louco! Pra quê todo esse alarde
Se chegas já, pra minha vida, tarde?...
Por que não vieste quando amar eu pude?!
by Pedro Paulo Barreto de Lima
sexta-feira, 9 de março de 2012
A VIDA, APESAR DE TUDO!
Uma gaivota passeia no céu da tarde
E ele não está mais aqui
Para registrar acontecimento tão banal...
Uns filhotinhos de leão
Recebem de sua mãe
As lições de como conquistar a vida
E ele não mais aqui está
Para achar isso estupendo
E estupidamente poético.
A vida continua acontecendo
A seu bel-prazer!
Ele, agora, transformado em humus
Faz parte da vida
Em sua morte silenciosa
E prematura
Cheia de adeuses e flores...
Ele é a própria seiva
vital que nos anima
Nesta tarde tão cinzenta!
Que saudades,
Que dores,
Que saudades...
A vida acontece
Apesar de tudo...
by Jaime Adilton Marques de Araújo
terça-feira, 6 de março de 2012
O CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Teus mamilos encantam meu olhar
E me fazem vibrar o corpo inteiro...
Paira uma réstia de luz sublunar
Sobre as maçãs de teu rosto faceiro!
E esse encanto prossegue verdadeiro
Trazendo-me de volta o doce lar
Uma névoa, deixando, sorrateiro
De saudade, teu sorriso a pratear!
E me seduz teu canto de sereia
E me envolvem os teus braços de giz
E as tuas doces carícias de areia
Que me lembram o quanto fui feliz,
Quando sob o esplendor da lua cheia
Eu fui teu Salomão, minha Belquis!!!
by Pedro Paulo Barreto de Lima
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